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quinta-feira, março 03, 2011

Cerimónia dos Óscares

Recapitulemos vencedores dos Óscares...

Melhor Filme : The King's Speech
Melhor Realizador : Tom Hooper (The King's Speech)
Melhor Actor : Colin Firth (The King's Speech)
Melhor Argumento Original : David Seidler (The King's Speech)

Melhor Actriz : Natalie Portman (Black Swan)

Melhor Actor Secundário : Christian Bale (The Fighter)

Melhor Actriz Secundária : Melissa Leo (The Fighter)

Melhor Fotografia : Wally Pfister (Inception)
Melhor Edição de Som : Richard King (Inception)
Melhor Mistura de Som : Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick (Inception)
Melhor Efeitos Visuais : Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley e Peter Bebb (Inception)

Melhor Edição/Montagem : Angus Wall e Kirk Baxter (The Social Network)
Melhor Banda Sonora Original : Trent Reznor e Atticus Ross (The Social Network)
Melhor Argumento Adaptado : Aaron Sorkin (The Social Network)

Melhor Direcção Artística : Robert Stromberg e Karen O'Hara (Alice in Wonderland)
Melhor Guarda-Roupa: Colleen Atwood (Alice in Wonderland)

Melhor Makeup : Rick Baker e Dave Elsey (The Wolfman)

Melhor Filme Estrangeiro : In A Better World (Dinamarca)

Melhor Curta-Metragem : God of Love

Melhor Filme Documental : Inside Job
Melhor Curta Documental : Strangers No More

Melhor Filme de Animação : Toy Story 3
Melhor Canção Original : "We Belong Together", de Randy Newman (Toy Story 3)
Melhor Curta de Animação : The Lost Thing

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Oscar Nominees 2010: Parte II

... continuando sobre algumas das categorias artísticas e técnicas (que também merecem ser referidas).

Melhor Fotografia : Matthew Libatique, por Black Swan; Wally Pfister, por Inception; Danny Cohen, por The King's Speech; Jeff Cronenweth, por The Social Network; Roger Deakins, por True Grit.

Melhor Montagem : Andrew Weisblum, por Black Swan; Pamela Martin, por The Fighter; Tariq Anwar, por The King's Speech; Jon Harris, por 127 Hours; Angus Wall e Kirk Baxter, por The Social Network.

Melhor Banda Sonora Original : John Powell, com How To Train Your Dragon; Hans Zimmer, com Inception; Alexandre Desplat, com The King's Speech; A.R. Rahman, com 127 Hours; Trent Reznor e Atticus Ross, com The Social Network.

Melhor Argumento Original : Another Year, por Mike Leigh; The Fighter, por Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson; Inception, por Christopher Nolan; The Kids Are All Right, por Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg; The King's Speech, por David Seidler.

Melhor Argumento Adaptado : 127 Hours, por Danny Boyle e Simon Beaufoy; The Social Network, por Aaron Sorkin; Toy Story 3, por Michael Arndt; True Grit, por Joel Coen e Ethan Coen; Winter's Bone, por Debra Granik e Anne Rosellini.

Melhor Direcção Artística : Robert Stromberg e Karen O'Hara, por Alice in Wonderland; Stuart Craig e Stephenie McMillan, por Harry Potter and the Deadly Hallows I; Guy Hendrix Dyas, Larry Dias e Doug Mowat, por Inception; Eve Stewart e Judy Farr, por The King's Speech; Jess Gonchor e Nancy Haigh, por True Grit.

Melhor Costume Design : Colleen Atwood, por Alice in Wonderland; Antonella Cannarozzi, por I Am Love; Jenny Beavan, por The King's Speech; Sandy Powell, por The Tempest; Mary Zophres, por True Grit.

e finalmente os documentários e as curtas-Metragens... (last but not least)

Melhor Documentário (Longa-Metragem) : Exit through the Gift Shop; Gasland; Inside Job; Restrepo; e Waste Land.

Melhor Documentário (Curta-Metragem) : Killing in the Name; Poster Girl; Strangers No More; Sun Come Up; e The Warriors of Qiugang.

Melhor Filme de Animação (Curta-Metragem) : Day & Night; The Gruffalo; Let's Pollute; The Lost Thing; Madagascar, Carnet de Voyage/Madagascar, a Journey Diary.

Melhor Curta-Metragem (Live Action): The Confession; The Crush; God of Love; Na Wewe; e Wish 143.

Ano : 2011

domingo, janeiro 30, 2011

Oscar Nominees 2010: Parte I

E os nomeados para os Óscares deste ano (a decorrer a 27 de Fevereiro) são...

Melhor Filme : Black Swan; The Fighter; Inception; The Kids Are All Right; The King's Speech; 127 Hours; The Social Network; Toy Story 3; True Grit; e Winter's Bone.

Melhor Actor : Javier Bardem, em Biutiful; Jeff Bridges, em True Grit; Jesse Eisenberg, em The Social Network; Colin Firth, em The King's Speech; e James Franco, em 127 Hours.

Melhor Actriz : Annette Bening, em The Kids Are All Right; Nicole Kidman, em Rabbit Hole; Jennifer Lawrence, em Winter's Bone; Natalie Portman, em Black Swan; e Michelle Williams, em Blue Valentine.

Melhor Actor Secundário : Christian Bale, em The Fighter; John Hawkes, em Winter's Bone; Jeremy Renner, em The Town; Mark Ruffalo, em The Kids Are All Right; e Geoffrey Rush, em The King's Speech.

Melhor Actriz Secundária : Amy Adams, em The Fighter; Helena Boham Carter, em The King's Speech; Melissa Leo, em The Fighter; Haillee Steinfeld, em True Grit; e Jacki Weaver, em Animal Kingdom.

Melhor Realização : Darren Aronofsky, com Black Swan; David O. Russel, com The Fighter; Tom Hooper, com The King's Speech; David Fincher, com The Social Network; Joel e Ethan Coen, com True Grit.

Melhor Filme de Língua Estrangeira : Biutiful (Espanha e México); Κυνόδοντας/Dogtooth (Grécia); Hævnen/In A Better World (Dinamarca); Incendies (Canadá); Hors-la-Loi/Outside the Law (Algéria)

Melhor Filme de Animação : How to Train Your Dragon; Le Illusionist; Toy Story 3.

Ano : 2011

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Golden Globes: Parte I

Como não poderia deixar de ser (e apesar do atraso) aqui está a lista dos vencedores da última cerimónia dos Globos de Ouro americanos.

Filmes / Motion Pictures

Drama
Melhor Filme: The Social Network de David Fincher; Black Swan de Darren Arronofsky; The Fighter de David O. Russel; Inception de Christopher Nolan; e The King's Speech de Tom Hooper.

Melhor Actriz: Natalie Portman, em Black Swan

Melhor Actor: Colin Firth, em The King's Speech

Melhor Actriz Secundária: Melissa Leo, em The Fighter

Melhor Actor Secundário: Christian Bale, em The Fighter



Melhor Realização: David Fincher, com The Social Network

Melhor Argumento: Aaron Sorkin, com The Social Network

Melhor Banda Sonora: Trent Reznor e Atticus Ross, em The Social Network


Comédia ou Musical
Melhor Filme: The Kids Are All Right, de Lisa Cholodenko; Alice in Wonderland, de Tim Burton; Burlesque, de Steve Antin; Red, de Robert Schwentke; e The Tourist, de Florian Henckel von Donnersmarck.

Melhor Actriz: Annette Bening, em The Kids Are All Right

Melhor Actor: Paul Giamatti, em Barney's Version

Melhor Composição Original: "You Haven't Seen The Last Of Me", de Diane Warren em Burlesque

Melhor Filme Estrangeiro: Hævnen (In A Better World) , de Susanne Bier (Dinamarca); Biutiful, de Alejandro González Iñárritu (México e Espanha); Le Concert (The Concert), de Radu Mihaileanu (França); Kray (The Edge), de Aleksei Uchitel (Russia); Io Sono L'Amore (I Am Love), de Luca Guadagnino (Itália).


Melhor Filme de Animação:Toy Story 3, de Lee Unkrich (Disney, Pixar); Despicable Me, de Pierre Coffin e Chris Renaud (Universal, Illumination Entertainment); How To Train Your Dragon, de Dean DeBlois e Chris Sanders (DreamWorks, Paramount); L'Illusionniste, de Sylvain Chomet (Django Films, Ciné B e France 3 Cinéma; Sony); Tangled, de Nathan Greno e Byron Howard (Disney).

Ano : 2011

quinta-feira, novembro 18, 2010

JFK: 3 Shots That Changed America

Cada vez mais raras são as ocasiões onde um documentário (refiro-me em essência quando este é comissionado por um canal televisivo da cabo) me prende do princípio ao fim com um fascínio de criança, contudo "JFK: 3 Shots That Changed America" é um desses poucos, que não só capta a atenção do espectador como até espanta quem já tantas vezes viu a história da tragédia de John F. Kennedy ser retratada.


O documentário em questão revela os momentos fulcrais de um dos dias mais negros da história americana, desde o ambiente de festa da cidade de Dallas aquando a chegada do presidente e da primeira dama, ao desfile pelas ruas e à inesperada morte de JFK, passando depois, na segunda parte, ainda à apreensão de Lee Harvey Oswald e à sua subsequente morte um dia depois. E tudo isto sem reencenações ou entrevistas de "especialistas", narrações obsoletas ou demais indicações, utilizando portanto apenas imagens de arquivo e filmagens originais (não editadas) transmitidas e captadas pelos noticiários, repórteres no local, vídeos amadores e até dispachos gravados da própria polícia de Dallas.


Com uma montagem fascinante, e uma qualidade muito superior a qualquer outra coisa vista num canal da cabo, o History Channel promete subir a parada com estes novos investimentos. Simplesmente tocante e verdadeiramente "real" como muitas poucas coisas hoje em dia...



P.S. Não é de admirar que após ver tal coisa, eu tivesse esperado pelos créditos finais para saber mais sobre quem estava por detrás da edição - Katerina Simic.
Prémios recebidos: Realscreen Award for Best Special or One-off; e FOCAL Award for Best Use of Archive.

País de Origem : Estados Unidos da América
Ano : 2009

domingo, novembro 14, 2010

Estoril Film Festival

Chegou o último dia, e após várias sessões, mostras das escolas europeias de cinema, fantásticas masterclasses, e a inevitável presença de Lou Reed ou John Malkovich (o qual também teve direito a um desfile de moda), foram apresentados há pouco os vencedores desta quarta edição do festival.


Como um forte reflexo da presença que se sentiu do Leste europeu, nos filmes em competição, o vencedor de Melhor Filme e Prémio Cineuropa, foi o realizador sérvio Nikola Lezaic com "Tilva Rosh". O filme retrata a amizade de dois rapazes de Bor, Sérvia, que descobrem, durante um Verão com proezas arriscadas à lá Jackass, o quão frágeis algumas certezas são quando a ida para a faculdade e uma rapariga muda as suas vidas.

"(Tilva Rosh é) o acordar de uma consciência que não queres acordar, o descobrir as injustiças que não te importam, assumir papéis sociais quando não queres participar neles, e sobre a luta inútil para salvar de quaisquer mudanças aquele despreocupado mundo adolescente" Nikola Lezaic



O Prémio Especial do Júri - João Bénard da Costa foi para Isabelle Huppert, pelo seu papel no filme francês "Copacabana", do realizador Marc Fitoussi, e o Prémio de Melhor Argumento para "Reverse Motion" do russo e sempre carismático Andrei Stempkovsky. Este último filme foi ainda distinguido com uma Menção Honrosa para o director de fotografia Zaur Bolotayev.

Continuando, o Prémio Meo da Melhor Curta-Metragem (ex-aequo) foi dado a Alana Osbourne com "Sredni Vashtar", do Institut National Supérieur des Arts du Spectacle (Bélgica), e a Magnus Arnesen com "Sing Me to Sleep", da Polish National Film, Television and Theatre School de Lodz (Polónia). "Le Dernier Intant" de Boucha Moutaharik foi também premiado com uma Menção Honrosa.

O Prémio L'Oreal Jovem Talento foi ainda entregue à actriz Joana de Verona, e o Prémio Concurso de Curtas-Metragens da Canon, para escolas de cinema, foi entregue à ETIC (Escola Técnica de Imagem e Comunicação), com "Sonoridades", uma curta experimental de carácter documental (se assim quiserem entender), realizada por Diana Cardoso, Alexia Pereira e Nuno O. Madeira.

Confesso que demorei tempo a pensar como iria formular a última frase... Afinal não é todos os dias que somos vencedores de algo num festival de cinema.



Para mais vídeos desta edição do festival ver: Estoril Film Festival Videos

País de Origem : Portugal
Ano : 2010

sexta-feira, outubro 08, 2010

Night of the Living Dead

Verão de 1967, Estados Unidos da América.
A guerra do Vietname continua a trazer inúmeros manifestantes às ruas de Washington, enquanto as lutas raciais nas principais cidades de vários estados aquecem as ruas com sangue. Cresce o medo da ameaça soviética e o país encontra-se numa louca corrida espacial, provocando pela primeira vez baixas humanas com o acidente da Apollo 1. Subitamente duas estranhas mas importantes notícias emergem através do New York Times: o exército americano encontra-se a conduzir experiências secretas do foro biológico e o Dr. James Bedford torna-se no primeiro indivíduo a ser criogenicamente preservado com intenções de ser ressuscitado num futuro ainda desconhecido.

Fruto disto tudo, nasce aquele que seria conhecido para a história como o filme que fez "renascer dos mortos" o interesse do público por zombies - "Night of the Living Dead".


Nunca se referindo à cultura do voodoo e aos seus zombies, antes preferindo o termo "living dead" ou "ghouls", George A. Romero criara um filme de baixo orçamento, a preto e branco, com uma mensagem muito própria dos tempos em que se viviam (isto para quem se preze a apreciar este género tantas vezes mal tratado).

Na verdade, Romero nunca negou que a fonte principal de inspiração da sua obra havia sido, nada mais nada menos, do que o livro de Richard Matheson, I Am Legend, o qual retrata a luta do último sobrevivente humano num mundo arrasado por mutações vampirescas. Acontece, que tal como na história original, os tempos de então eram os de uma constante revolução (social, política e até científica), e isto poderia proporcionar, assim por dizer, um bom ponto de partida para ajudar esta equipa, farta de fazer anúncios televisivos, a preencher uma lacuna na indústria cinematográfica e a satisfazer tanto os seus desejos de "fuga" como os dum público sedento por algo mais bizarro.


John Russo e George Romero decidiram então que era tempo de recriar o primeiro momento nesta viagem apocalíptica, ou seja, onde tudo realmente começou - a primeira noite. Contudo não querendo utilizar as mesmas criaturas que no enredo original, começaram a procurar outra ameaça... "E se os mortos não estivessem mais mortos?".
Esta ideia facilmente se veria a desenvolver num guião... A primeira versão emergiu num tom mais cómico e com o título "Monster Flick", seguindo-se outra logo de seguida, mas num tom mais dramático, como o nome "Night of the Flesh Eaters".

Para quem conhece o filme, não será necessário dizer que mesmo durante as filmagens em Evans City, Pensilvânia, o guião final ainda não tinha um nome exacto, e muitas mais modificações teriam lugar devido à participação activa dos actores e ao livre improviso a que tiveram direito (algo bastante palpável durante a cena em que Barbra revela a Ben o que ocorreu ao seu irmão Jonnhy). Mas então falemos melhor da história para quem não a conhece bem...


Algures numa pequena povoação da Pensilvânia, Barbra (Judith O'Dea) e o seu irmão Johnny (Russell Streiner) viajam até ao cemitério local para visitar a campa de seu pai, quando ao entardecer são atacados por um estranho e pálido homem. Barbra consegue refugiar-se numa velha casa das proximidades, mas quando se apercebe da terrível realidade que terá que enfrentar sozinha entra num estado catatónico. Para sua sorte, surge Ben (Duane Jones), um homem que também havia sido atacado na estrada momentos antes, e tenta protegê-la perante o aglomerado de mortos vivos que se aproxima apenas com o intuito de se alimentar dos vivos. Ironicamente, é dentro da cave que existe a derradeira ameaça.

De certa forma Romero focou o efeito de um desastre nacional numa só casa, explorando e focando a história nas fraquezas humanas de cada personagem escondida na casa. Algo inevitável de também se analisar é obviamente as mensagens nas entrelinhas feitas à sociedade americana e às guerras por ela gerada, sobretudo com a cena final. Contudo é importante realçar que para o nosso herói trágico, Ben, nunca havia sido estipulada a cor da pele sendo o casting aberto a todas as etnias. A escolha de Duane Jones para o papel revelaria então o primeiro herói afro-americano no género de terror.

"It never occurred to me that I was hired because I was black. But it did occur to me that because I was black it would give a different historic element to the film." Duane Jones



ver filme original aqui.

Tal como a sabedoria popular diz : "Não é dos mortos que se tem que ter medo..."

P.S. Segundo George A. Romero "Night of the Living Dead" é apenas o primeiro capítulo da sua trilogia, seguindo-se "Dawn of the Dead" (1978) e "Day of the Dead" (1985). "Land of the Dead" (2005), "Diary of the Dead" (2007) e "Survival of the Dead" (2009) podem ser considerados capítulos independentes de uma outra explicação ou rumo, não estando portanto directamente ligados à trilogia original.
P.S.S. Existe no entanto uma versão escrita por John Russo e realizada por Dan O'Bannon de nome "Return of the Living Dead" (1985) como uma linha de continuidade alternativa ao filme original, mas segundo uma abordagem cómica ou satírica (tal como Russo havia pretendido desde o ínicio). Escusado será dizer que Romero não aceita tal obra como parte do universo criado por ele.

País de Origem : Estados Unidos da América
Ano : 1968

quinta-feira, setembro 23, 2010

MOTELx

"Chegou o momento..."

Finalmente a quarta edição do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa (aka MOTELx) chega às salas do São Jorge.
Este ano, o festival que promove, sem dogmas ou preconceitos, a descoberta de novos autores e filmes do género de terror e não só, promete trazer para além de várias apostas nacionais e internacionais, um ilustre convidado - o grande cineasta e mestre do terror George A. Romero - entre tantas outras agradáveis surpresas.


Com a partipação de 3 curtas-metragens de antigos colegas da Escola Superior de Teatro e Cinema, em competição, não poderia deixar de assinalar esta ocasião.
1. "O Deserto de Dante" (14'), realizado e escrito por Francisco Peres (creditado Chico Alice Peres) e produzido por Aida Santos, será exibido dia 1 de Outubro, Sexta, na sala 1 às 00h15. [ver trailer]
2. "Blarghaaahrgarg" (17'), realizado por Nuria Leon Bernardo e produzido por Pedro Florêncio e Luís Henriques (equipa do bem sucedido "Papá Wrestling") será exibido dia 2 de Outubro, Sábado, na sala 1 às 21h45. [ver trailer]
3. "Nocturna" (6'), realizado e escrito por Francisco Carvalho, e produzido novamente por Aida Santos, será exibido dia 2 de Outubro, Sábado, na sala 1 às 00h15. [ver trailer]

Visto muito mais haver para ver, recomendo que vejam o site oficial do festival : MOTELx

P.S. Em breve publicarei a reportagem que, no âmbito de um projecto talkshow sobre cinema, foi feita aos organizadores do MOTELx, Catarina Ramalho e João Monteiro.

Ano : 2010

segunda-feira, março 08, 2010

Granny O'Grimm e os Óscares

E após a noite de ontem, os contemplados com um ou mais Óscares foram, sem qualquer sombra de dúvida os mais mediatizados : "the Hurt Locker" com seis, "Avatar" com três, e "Precious" e "Crazy Heart" com dois. Em grande maioria os mais previsíveis ganharam, tal como o austríaco Christoph Waltz, que após ter conquistados tudo o que havia para ganhar, conseguiu também o Óscar de Melhor Actor Secundário em "Inglourious Basterds" de Quentin Tarantino, o qual poderá ter saído do evento mais uma vez insatisfeito... Mas digo "em grande maioria" pois ainda assim houve tempo para algumas surpresas, incluindo uma que sinceramente ficou-me atravessada na garganta - "Sandra Bullock?! A sério? A sério?? Não, não pode ser... Pode?"

Mais parecia um terrível conto da avózinha O'Grimm, o qual já esteve no festival português Cinanima em Novembro e recentemente foi um dos nomeados para o Óscar de Melhor Curta de Animação, tendo perdido para o francês "Logorama". Realizado por Nicky Phelan, produzido por Darragh O'Connel e pela Brown Bag Films, com o argumento e voz de Kathleen O'Rourke, aqui fica "Granny O'Grimm's Sleeping Beauty".


Sleep tight...

País de Origem : Irlanda
Ano : 2008

domingo, março 07, 2010

Nomeados

Com a contagem decrescente já prestes a terminar para a entrega dos prémios da Academia, os nomeados para o Óscar de Melhor Filme deste passado ano são:

Avatar
James Cameron



The Blind Side
John Lee Hancock



District 9
Neil Blomkamp



An Education
Lone Scherfig



The Hurt Locker
Kathryn Bigelow



Inglourious Basterds
Quentin Tarantino



Precious
Lee Daniels



A Serious Man
Ethan e Joel Coen



Up
Peter Docter e Bob Peterson



Up in the Air
Jason Reitman



Façam as vossas apostas e esperemos que algo de bom vença... Já nem vale a pena dizer o melhor porque sinceramente, apesar do número de nomeados ter aumentado para 10, certos filmes (como o independente Moon de Duncan Jones ou até o esperado musical Nine de Rob Marshall) foram esquecidos pela Academia... "Damn you Oscars!"

Outro aparte: Porque raio está o Up nomeado para Melhor Filme e Melhor Filme de Animação? Não que o filme não seja bom, pelo contrário, mas "c'mon"...

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Trick 'r Treat

Finalmente o filme de terror "Trick 'r Treat", vencedor do Audience Award do Screamfest Horror Film Festival 2008 e do Silver Audience Award do Toronto After Dark Film Festival 2009, é lançado após três anos de adiamentos por parte da Warner Bros!

Alguns poderão não saber que filme é este de que falo em concreto, mas poderão comprovar que vale a pena saber um pouco mais sobre ele... E sim, confesso que este post é de um cariz muito pessoal, mas tinha que partilhá-lo.

Acontece que há uns anos atrás vi uma curta-metragem de animação intitulada "Season's Greetings" (1996), a qual conta a história de uma pequena (e apaixonante) personagem, conhecida apenas por Sam, que durante a noite de Halloween anda pelas ruas a recolher doces. Não quero revelar demasiado, até porque sendo um trabalho da Tisch School of the Arts (NYU), sou capaz de o encontrar online e mais tarde aqui o mostrar... mas no final há uma surpresa. (update: já podem ver a curta aqui)
Ora, o cineasta Michael Dougherty até então nunca tivera uma oportunidade para se estrear verdadeiramente no cargo da realização, muito menos com uma longa metragem dum grande estúdio... Poder-se-ia dizer que os seus trabalhos, como argumentista nos filmes "X2", "Urban Legends: Bloody Mary" e "Superman Returns", não foram propriamente aplaudidos ou amados pelo público em geral apesar de terem tido algum lucro nos cinemas, no entanto, como num golpe de sorte, os estúdios da Warner Bros põem-no à prova, e o resultado, sendo algo seu de raiz, tornou-se um sucesso inesperado.

Dougherty pegou na curiosa personagem que é Sam e criou um universo fabuloso e tenebroso numa pequena vila americana, durante a época festiva do Halloween (Noite de Bruxas). Como seria de supor nada é o que parece nestas pequenas povoações...
Quatro histórias paralelas (ou até cinco se se contar com a introdução) decorrem então durante uma única noite, todas elas com twists surpreendentes e agradáveis "pontos de encontro" entre os contos, mas acima de tudo com um excelente crescendo de suspense e jogo de pistas que nos é dado ao longo do filme até ao seu culminar inesperado. Atenção que não se trata realmente de um filme de terror sangrento, apesar de poder conter alguns desses elementos. Pretende-se antes priviligiar uma boa história em prol dos conteúdos gore.



Só para saciar a curiosidade, temos então o director da escola local (Dylan Baker) que para além de ser um "dedicado" pai, apaixonado pela jardinagem e fiel pregador de ideais morais, é também um exímio serial killer; uma jovem e virgem rapariga (Anna Paquin), vestida de Capuchinho Vermelho, que é perseguida por uma estranha figura enquanto anda pelo bosque a caminho duma festa; um grupo de miúdos que descobre que certas partidas não devem ser realizadas, especialmente quando envolvem uma terrível lenda urbana; e um velho ermita (Brian Cox) que é visitado por um estranho trick-or-treater.

A moral da história? Seguir sempre as regras!
1 Ver sempre os doces (como quem diz certificar que não foram adulterados).
2 Nunca apagar uma abóbora (jack-o'-lantern) antes da meia-noite.
3 Usar um fato/disfarce.
4 Dar doces aos trick-or-treaters.
5 Nunca sair sozinho.

P.S. Graças ao sucesso do filme em vários festivais e, em grande parte, à cultura underground destes filmes, a Wildstorm Comics (parceira da DC Comics) adaptou os vários contos do filme para quatro livros de banda desenhada.

Bastidores!



País de Origem : Estados Unidos da América
Ano de Produção: 2006
Ano de Distribuição : 2009

quarta-feira, novembro 18, 2009

RIP: A Remix Manifesto

Criado ao longo de seis exaustivos anos, "RIP!: A Remix Manifesto" é um poderoso documentário, realizado pelo canadiano Brett Gaylor, sobre até que ponto os direitos de autor são, digamos, "justos". Nele, Gaylor reuniu o trabalho remixado de centenas de pessoas pelo mundo inteiro, contribuindo não só para o website Open Source Cinema com as suas filmagens a crú, como também para um desmascarar dos interesses reais dos mauzões desta história - as grandes produtoras da indústria discográfica e cinematográfica -, relembrando (ao de leve) o documentário do mesmo género "This Film Is Not Yet Rated" de Kirby Dick (o qual abordava o sistema de classificação de filmes nos EUA).


Seguindo os passos do nosso principal protagonista, Girl Talk, um músico de mash-ups de grande sucesso entre a comunidade underground, abordam-se as principais questões que tornam este homem num paradigma - ora um artista que explora o poder criativo que qualquer um pode ter, ora um infrigidor de leis, ao contribuir para a pirataria e quebrar os direitos de autor das músicas por ele alteradas.
Para analisar os dois lados da questão, inúmeros convidados partilham as suas opiniões, desde o fundador da Creative Commons, Lawrence Lessig, ao então Ministro da Cultura do Brasil, o músico Gilberto Gil.



Vencedor de inúmeros prémios, incluindo o Audience Award nos IDFA (International Documentary Film Festival Amsterdam) e Whistler Film Fest, assim como do Special Jury Prize no Festival du Nouveau Cinéma de Montreal, é certo que para uns, este filme possa ser algo controverso, almejando um público mais jovem, com ideais de um mundo onde a arte é de todos, sendo partilhada e gratuita sem a existência de quaisquer barreiras, quanto mais fiscalizações. Como tal, convenientemente, o filme encontra-se disponível online em diversas plataformas (tal como no youtube ou no vimeo), ou ainda no site oficial (abaixo indicado), sendo disponibilizado, com uma boa imagem e resolução, a troco de nada ou ainda do que estiverem dispostos a contribuir.

P.S. Qualquer manifesto que se preze deve ter as suas alíneas, certo?
1) A cultura constrói-se sempre baseando-se no passado;
2) O passado tenta controlar sempre o futuro;
3) O futuro está se a tornar menos livre;
4) Para construir sociedades livres é preciso limitar o controlo sobre o passado.


Deixo-vos também a primeira parte do documentário, com a possibilidade de usufruirem de legendas em português se quiserem...


Para saber mais ver: Site Oficial ou Open Source Cinema

País de Origem : Canadá
Ano : 2009

domingo, outubro 25, 2009

The Wolfman #2

Do filme já aqui anunciado (carregar para ver artigo The Wolfman), com estreia para Fevereiro de 2010, chega-nos agora um fantástico novo trailer.

(deixar carregar um pouco antes de visualizá-lo)


Não sei quanto a vós, mas por mim ia já amanhã vê-lo se já cá estivesse...

Mary and Max

É certo que os filmes de animação já não são o que eram. Tornaram-se mais adultos, mais complexos, mais sérios ou até irónicos, sendo certamente um reflexo do crescimento daqueles que outrora os viam pelos seus olhos de criança. Mas nem tudo mudou... É também certo dizer-se que a magia não desapareceu, e são estes estranhos casos de encontros entre dois diferentes mundos (real e imaginário) que inesperadamente criam, devagar devagarinho, um certo buzz no universo cibernético e cinéfilo.


Mary e Max conta então a caricata amizade por carta de duas peculiares personagens, que apesar de viverem em dois continentes diferentes têm muito em comum, ao longo de vinte anos. Mary Dinkle (Tony Colette) é uma solitária e rechonchuda menina de 8 anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, Austrália, enquanto Max Horovitz (Philip Seymour Hoffman) é um judeu nova-iorquino de 44 anos, que para além de sofrer de obesidade vive também com síndrome de Asperger, o que dificulta o entendimento das normas de comportamento na sociedade.

Obviamente que tal história só poderia sair da cabeça de Adam Elliot, um nome (quiçá) mais conhecido para aqueles que prestam mais atenção às curtas metragens de animação e aos muitos festivais que homenageam e premiam os mais ilustres desta arte. Curtas como Uncle (1996), Cousin (1998), Brother (1999) ou ainda Harvie Krumpet (2003) foram todas realizadas, escritas e animadas por este australiano entusiasta da animação, assim como ricamente premiadas nos festivais de Ottawa, Chicago, Montréal, Palm Springs, Évora - FIKE, Sundance, Sydney, Toronto, Cork, Aspen ou Hamburg, para não começar logo por referir o Óscar de Melhor Curta Metragem de Animação em 2003 pelo filme Harvie Krumpet (narrado, nada mais, nada menos, por Geoffrey Rush).
Se reconheceram algum dos filmes acima referidos, certamente já sabem que a temática envolverá, digamos, personagens estranhas com comportamentos bizarros, mas acima de tudo uma mensagem, que apesar de dura para alguns, é sempre sincera e honesta.



Tendo já 5 anos de produção, este filme australiano foi finalmente apresentado pela primeira vez no Berlin International Film Festival. Por enquanto ainda não tem estreia agendada em Portugal.

País de Origem : Austrália
Ano : 2009

Zombieland

Antes de dizer seja o que for, é aconselhado que primeiro se veja o seguinte trailer:


Zombieland é então uma comédia negra que se desenrola durante uma road trip pelos estados americanos... E pensando bem, de certa forma o é, mas se só se dissesse isso era a mesma coisa que descrever "O Feiticeiro de Oz" como uma história onde uma menina e o seu cão matam alguém e depois com a ajuda de três estranhas personagens seguem rumo por uma estrada amarela para matar outra. Curioso que não deixa de ser verdade, não é? Obviamente não será preciso dizer que este não é um filme de grandes filosofias ou mensagens, mas também é preciso fazer um pouco de justiça para os amantes deste tipo de cinema. Hell yeah!


Uma estirpe da doença das vacas loucas evoluíu e após se adaptar a uma nova forma, espalhou-se pela raça humana, tornando todos os infectados em zombies. Em pouco tempo, toda a civilização foi arrasada e apenas restam alguns bravos sobreviventes.


Woody Harrelson (Natural Born Killers, The People vs. Larry Flynt, ou ainda a conhecida série Cheers) interpreta o tipo de papel que melhor desempenha (e não digo isto com intenção de ofender ninguém, acreditem quando digo que tenho bastante respeito pelo actor em questão): um estranho homem, com tendências sádicas, e no entanto (regra geral) não só gostamos dele como ainda lhe achamos piada. O seu nome aqui é Tallashassee, por provavelmente ser proveniente dessa cidade, e anda sempre armado, sendo então o viajante guerreiro à lá Mad Max, que após aceitar o rumo e as limitações desta nova América, vive até de forma entusiasmada o seu novo trabalho, se assim se pode dizer.


Mas como já vimos esta não é uma viagem de um só homem, e em breve a ele se juntam o nosso nervoso narrador Columbus, interpretado por Jesse Eisenberg (Adventureland, The Squid and the Whale, Roger Dodger) que alguns críticos consideram ser o segundo Michael Cera desta geração de actores, e as duas irmãs Wichita e Little Rock, sendo representadas por Emma Stone (Superbad, The Rocker, The House Bunny) e a criança prodígio (agora pré-adolescente) Abigail Breslin (Little Miss Sunshine, Nim's Island, Signs), que desejam seguir rumo à costa Oeste, onde encontrarão o Pacific Playland, um parque de diversões livre de zombies. Mas como seria de supor a viagem até lá é perigosa e muita coisa pode acontecer...


Com a partipação de Bill Murray como cameo e realizado pelo quase desconhecido Ruben Fleischer, Zombieland promete estrear-se nas salas portuguesas apenas a 3 de Dezembro, tendo sido adiado da data original de 15 de Outubro. Parece que preferem passar primeiro o segundo tomo da saga Twillight: New Moon... O que acaba por ser um pouco rídiculo já que nos tempos de hoje torna-se díficil errar nas bilheteiras quando a temática dos zombies entra em cena. Vejam-se como exemplos os franchising 28 Days Later e Resident Evil, o independente espanhol Rec ou ainda a cómica sátira inglesa Shaun of the Dead, para não referir obviamente os muitos filmes de Rob Zombie ou ainda no remake Dawn of the Dead de George A. Romero.

País de Origem : Estados Unidos da América
Ano : 2009

quarta-feira, setembro 30, 2009

9

Certamente quase toda a gente já ouviu falar do filme que foi apradinhado por Tim Burton e Timur Bekmambetov (realizador de Wanted), tornando-o numa das estreias mais esperadas do ano de 2009 (se bem que ainda não tem estreia marcada para este ano em Portugal), o que de facto é uma surpresa visto esta ser a primeira longa metragem do recém descoberto realizador Shane Acker.


Num futuro incerto, Acker revela a história de 9 (Elijah Wood), um boneco de trapos que ao ganhar vida descobre que o mundo se encontra num cenário pós-apocalíptico e a raça humana parece estar extinta. É então que, juntamente com um grupo de bonecos sobreviventes, 9 decide descobrir o que aconteceu, e fazer frente às estranhas criaturas mecânicas que procuram destruí-los.



Com um elenco de luxo 9 promete arrebatar as audiências: Christopher Plummer (The Insider, Up, The Imaginarium of Doctor Parnassus) como #1, Martin Landau (Ed Wood, The Majestic) como #2, John C. Reilly (Chicago, Boogie Nights, Walk Hard: The Dewey Cox Story) como #5, Crispin Glover (Back to the Future, Willard, Charlie's Angels) como #6, Jennifer Connelly (A Beautiful Mind, Requiem for a Dream, House of Sand and Fog, Labyrinth) como #7, Fred Tatasciore (voz de várias personagens de animação e videojogos como Prince of Persia, Watchmen: The End Is Nigh, Bolt, God of War) como #8, e Elijah Wood (the Lord of the Rings, Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Sin City, Deep Impact) como #9.

P.S. Animação de Attitude Studio (Luxemburgo) e Starz Animation (Toronto, Canadá).
Música do trailer "Welcome Home" de Coheed and Cambria.

Agora, para quem não sabe... 9 (2009) é a versão extendida duma curta-metragem de Acker com o mesmo nome, realizada em 2005, a qual foi galardoada na Student Academy Awards com a Gold Medal e no BendFilm Festival com o Jury Award, para além de ainda ter sido nomeada para o Oscar de Melhor Animação.

Como não poderia deixar de passar... aqui a têm!


País de Origem : Estados Unidos da América/Canadá/Luxemburgo
Ano da curta metragem : 2005
Ano da longa metragem : 2009

sábado, agosto 29, 2009

Shutter Island


Mais uma "cooperação" do realizador Martin Scorsese e do actor Leonardo DiCaprio se aproxima das nossas salas de cinema (isto se não adiarem de novo a data do lançamento do filme, que está agora agendada para Fevereiro de 2010), mas ao contrário do que muitos supunham este filme não se baseará num thriller comum. Sendo baseado no livro do mesmo nome de Dennis Lehane, autor de outros títulos que deram origem a filmes como “Mistic River”, esperam-se alguns arrepios e pequenos sustos...


O ano é o de 1954, e os U.S. marshals Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e Chuck Aule (Mark Ruffalo) são encarregues de investigar o desaparecimento duma paciente do hospício de Shutter Island, onde crúeis tratamentos têm lugar. Inicialmente a investigação parece infrutífera, contudo quando certos segredos começam a ser revelados, uma enorme tempestade surge, cortando todas as comunicações com a costa e criando uma maior confusão. Teddy começa então a duvidar de tudo e todos... inclusive da sua própria sanidade...

"Whatever happened to paciente 67?"


No elenco, para além de Leonardo DiCaprio, pode-se contar com Ben Kingsley (Gandhi, Schindler's List, Lucky Number Slevin e futuramente Prince of Persia), Mark Ruffalo (Blindness, 13 Going 30, You Can Count on Me), Michelle Williams (Wendy and Lucy, Brokeback Mountain, The United States of Leland), Max von Sydow ( The Exorcist, Three Days of the Condor, Flash Gordon, Pelle Erobreren) e ainda Jackie Earle Haley (Watchmen, Little Children).

(Deixar carregar e depois ver)


Infelizmente, se forem como eu, só há algo a apontar a este filme - o trailer. Diria que já diz mais do que devia e, apesar das belas imagens que de facto sabem captivar o espectador e levá-lo a querer saber mais - sejamos honestos -, de certa forma (e se estiverem atentos) já sabem todas as respostas.

País de Origem : Estados Unidos da América
Ano : 2009

terça-feira, agosto 25, 2009

The Wolfman

Com o renascer do interesse vampiresco, graças a filmes e séries como Twilight, 30 Days of Night, Let the Right One In (Låt Den Rätte Komma In), Lesbian Vampire Killers, True Blood e até o satírico Bitten (o qual terá o seu merecido post brevemente), já estava na hora de também trazerem à vida um dos maiores ícones do cinema "clássico" de terror: o lobisomem! Yupi!!


Com data de estreia para Fevereiro do próximo ano, a Universal Pictures e Joe Johnston (realizador de Hidalgo, Jumanji e ainda Honey, I Shrunk the Kids) apresentam-nos o remake da obra de George Waggner, The Wolf Man (1941), com um aspecto fresco e um brilhante elenco, tendo como actores principais Benicio del Toro (Che, Traffic, Fear and Loathing in Las Vegas, The Usual Suspects), Emily Blunt (The Devil Wears Prada, The Young Victoria, My Summer of Love), Anthony Hopkins (Amistad, The Silence of the Lambs, Meet Joe Black, Titus) e ainda Hugo Weaving (V for Vendetta, Lord of the Rings, The Matrix) entre outros.

Segundo as mais recentes entrevistas e o novo trailer, esta nova versão conta a história de Lawrence Talbot (Benicio del Toro), um actor e fidalgo inglês, que a pedido da sua cunhada, Gwen Conliffe (Emily Blunt), regressa após anos de ausência à sua terra natal, para descobrir que não só a povoação tem sido vítima dos ataques de uma estranha criatura como o seu próprio irmão encontra-se desaparecido. Escusado será dizer que após a morte deste ser descoberta, Talbot aventura-se pelos bosques onde acaba por ser atacado, e assim descobre, do pior modo possível, os segredos que assombram a região.


P.S. Para saciar os mais curiosos:
1. Quando Rick Baker, makeup artist do filme original de 1941, ouviu falar do remake telefonou de imediato para os estúdios da Universal dizendo que tinha que fazer parte do projecto, os quais responderam com enorme satisfação dizendo que ele tinha sido a primeira e única escolha para a maquilhagem, contudo ainda não o tinham conseguido contactar.
2. O uivo do lobisomen (ouvido no final do trailer abaixo) é feito pelo baixista dos KISS, Gene Simmons.



update 25/10/09: ver novo trailer

País de Origem : Estados Unidos da América
Ano : 2009

quarta-feira, agosto 05, 2009

Alice in Wonderland

Finalmente chegam imagens do mais recente projecto de Tim Burton, Alice in Wonderland!


Com Johnny Depp no papel de Chapeleiro Louco, Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha, Anne Hathaway como a Rainha Branca, e a (praticamente desconhecida) australiana Mia Wasikowska como a curiosa e sonhadora Alice, entre muitas outras agradáveis surpresas (como Crispin Glover, Christopher Lee ou Stephen Fry), Tim Burton aposta no que provavelmente será a maior promesa do ano (mesmo que só estreie em Março do próximo ano).

Aqui ficam as novas imagens... (carregue para ampliar)

E o novo trailer. (carregar aqui)

sexta-feira, julho 03, 2009

Repo, the Genetic Opera

Para quem procura algo diferente...

2056, vinte oito anos passaram desde que a epidemia que assolou a humanidade surgiu, e a gigante multinacional de biotecnologia GeneCo é a principal fornecedora de orgãos para transplantes, tornando-se a salvadora da nação, contudo existe uma pequena contrapartida: quem não conseguir pagar as prestações devidas a tempo, receberá uma visita para que lhe retirem os orgãos dados, e este encontro geralmente tende a ser, digamos, algo fatal.

"Repo the Genetic Opera" é um musical, uma goth-rock-opera (tal como o nome indica), baseado na peça do mesmo nome de Darren Smith e Terrance Zdunich (que realizou as ilustrações do filme). Contudo esta versão para o cinema é nos trazida pelo realizador de Saw II, III e IV, Darren Lynn Bousman, e contem obviamente alguns elementos gore. Portanto, por favor não compararem com the Rocky Horror Show. Continuando...



Paul Sorvino (Goodfellas, Nixon, Romeo + Juliet) é Rotti Largo, o presidente da GeneCo, que sofre de uma doença terminal e se prepara para escolher o seu herdeiro. No entanto, os seus filhos, interpretados por Bill Moseley (The Texas Chainsaw Massacre 2, House of 1000 Corpses), Nivek Ogre (vocalista de Skinny Puppy) e Paris Hilton (House of Wax, e mais não digo porque dispensa apresentações), deixam muito a desejar, sendo narcisistas, algo psicóticos e, evidentemente, viciados em cirurgias e drogas, almejando apenas subir ao trono da companhia e gastar fortunas com a sua própria "remodelação".
Ora, Largo tem ao longo dos anos conseguido passar vários projectos lei para a proliferação da sua empresa, nomeadamente um que legaliza o cargo do Repo (ou Repo Man), o assassíno que tem o papel de reclamar os orgãos dos endividados. Tal como o Mr. Hyde do Dr. Jekyll, este homem mascarado é na verdade Nathan Wallace, um médico e ultra-zeloso pai, interpretado por Anthony Head (conhecido pelo papel de Rupert Giles em Buffy, ou ainda o do Primeiro Ministro Michael Stevens em Little Britain), cujos segredos o atormentam e o afastam cada vez mais da sua adolescente e doente filha Shilo, representada pela actriz e cantora Alexa Vega (da trilogia de Robert Rodriguez, Spy Kids).
E assim é narrado este mundo pós-apocalíptico pelo GraveRobber (que curiosamente é um dos escritores - Terrance Zdunich).


Legal Assassin: a Repo Man on the Edge - Watch more amazing videos here

Quanto às críticas, houve umas muito más e outras bastante boas, que inclusive chegaram a intitular este filme como um de culto. É preciso cada um ver para tirar as suas próprias conclusões, contudo confesso que fiquei presa do ínicio ao fim pelo enredo e pelas fantásticas ilustrações que surgiam para nos dar o feedback das personagens (como numa banda desenhada).
A única coisa que tenho a apontar de negativo é que para musical... as músicas deixam um tanto a desejar. É certo que algumas salvaram e elevaram a cena em questão, mas outras tantas, só pelo simples facto de terem a participação de Sarah Brightman como a bela Blind Mag, ou ainda a punker Joan Jett como guitarrista, não as tornam num "hit" seguro, o que é decepcionante visto a história ser bastante apelativa. Mas como eu própria estou meio dividida, deixo isso ao vosso critério.

"Marquem a próxima cirurgia", vejam o filme e deixem um comentário sobre a vossa opinião, porque afinal "o que interessa é o interior", tal como a GeneCo adverte.

P.S. Tal como no fim do filme o GraveRobber diz, isto é só o "prólogo", portanto em príncipio esperam-se ainda duas sequelas... Esperemos que melhorem em termos de letras e melodias. Aí sim, seria perfeito.

País de Origem: Estados Unidos da América
Ano: 2008